A tese das bets sobre a cruzada da CNI e CNC contra o setor de apostas
Na leitura das bets, discurso sobre produtividade esconde incômodo com tabela de anúncios, que ficou muito mais cara

A campanha pesada da CNI e da CNC pelo banimento das bets tem, na versão das próprias casas de apostas, uma motivação bem específica. Oficialmente, as entidades falam em perda de produtividade na indústria e queda de arrecadação no varejo, argumento financeiro que o comércio já repetia havia tempos. Para as bets, no entanto, o incômodo das confederações com o setor tem a ver com… publicidade.
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Segundo as casas de apostas, a chegada em massa de dinheiro do setor puxou para cima a tabela de preços de TVs e sites, e as empresas tradicionais, que antes pagavam menos, passaram a disputar espaço com uma concorrência disposta a desembolsar bem mais por inserção. Daí, na leitura das operadoras, o interesse de CNI e CNC em ver o setor fora do ar.
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Para as bets, as confederações enxergaram na suspensão das atividades a chance de pressionar o governo e tirar de cena quem inflou o custo da mídia. Uma tese, diga-se, para lá de conveniente vinda de quem acaba de ser banido do país.