Guilherme Amado

Notícias e investigações em política, negócios, cultura, esportes e onde mais houver histórias para contar.

 

Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

Notícias e investigações em política, negócios, cultura, esportes e onde mais houver histórias para contar.

 

Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

Banner imagem do autor Banner mobile imagem do autor
Reportagem

A tese das bets sobre a cruzada da CNI e CNC contra o setor de apostas

Na leitura das bets, discurso sobre produtividade esconde incômodo com tabela de anúncios, que ficou muito mais cara

por Gustavo Silva
02/10/2026 às 09:00 · Atualizado há 1 semana
BETS
/ Photo by Jean-Marc Barrère / Hans Lucas via AFP)

A campanha pesada da CNI e da CNC pelo banimento das bets tem, na versão das próprias casas de apostas, uma motivação bem específica. Oficialmente, as entidades falam em perda de produtividade na indústria e queda de arrecadação no varejo, argumento financeiro que o comércio já repetia havia tempos. Para as bets, no entanto, o incômodo das confederações com o setor tem a ver com… publicidade.

Já leu todas as notas da coluna hoje? Clique aqui.

Segundo as casas de apostas, a chegada em massa de dinheiro do setor puxou para cima a tabela de preços de TVs e sites, e as empresas tradicionais, que antes pagavam menos, passaram a disputar espaço com uma concorrência disposta a desembolsar bem mais por inserção. Daí, na leitura das operadoras, o interesse de CNI e CNC em ver o setor fora do ar.

Receba no WhatsApp tudo da coluna. Inscreva-se.

Para as bets, as confederações enxergaram na suspensão das atividades a chance de pressionar o governo e tirar de cena quem inflou o custo da mídia. Uma tese, diga-se, para lá de conveniente vinda de quem acaba de ser banido do país.

PLAYLISTS