Bets estão convictas de que proibição de Lula não será definitiva
Sem força imediata para devolução da MP via Alcolumbre, bets miram Judiciário e parlamentares fora da disputa eleitoral para esvaziar a decisão do governo

As bets operam com a firme expectativa de reverter a proibição no Brasil imposta na última sexta-feira (25/9) e voltar a atuar. O clima entre as grandes empresas atingidas pela Medida Provisória é de “paciência”, porque avaliam que o presidente Lula não tem força no Congresso para bancar a decisão contra o lobby do setor.
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Para tentar garantir esse retorno, o setor aposta suas fichas no Judiciário e em manobras na via política. O caminho mais rápido visto pelas bets seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, simplesmente devolver a MP. A manobra esbarra, contudo, na atual aliança pacificada entre Alcolumbre e o presidente Lula, o que torna uma devolução imediata do texto muito improvável.
Outro problema para as empresas é o forte repúdio popular e a antipatia que se criou em torno do tema. Basicamente, nenhum político quer abraçar essa pauta e se desgastar com a sociedade às vésperas das eleições.
A saída encontrada pelo setor foi focar o diálogo nos parlamentares que não são candidatos no pleito atual, já que eles votam sem o peso do impacto nas urnas.
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Além da possibilidade de simplesmente esperar a medida caducar, a estratégia também envolve a apresentação de emendas para alterar a MP que proibiu as bets de atuarem no país, como mostrou o Amado Mundo. Entre as propostas do setor estão questões de interface e a separação jurídica entre a aposta esportiva e o cassino online.