Guilherme Amado

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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

A barreira tecnológica que ameaça a proibição total das bets

Estudo aponta que Estado não possui aparato para rastrear sites espelho de bets, VPNs e transações com moedas virtuais no mercado clandestino

por Gustavo Silva
29/09/2026 às 13:00 · Atualizado há 2 semanas
Polymarket apostas / bets
Arquivo/Agência Brasil

Na última sexta-feira (25/9), Lula proibiu o funcionamento das bets regulamentadas no país por meio de medida provisória, o que torna ilegal qualquer aposta feita no país. Não à toa, o governo prometeu ir com tudo para derrubar os sites clandestino de bets. Mas colocar esse banimento total em prática pode ser inviável, indica estudo ainda não divulgado do economista Flávio Ataliba, pesquisador do FGV Ibre e uma das maiores referências em estudos econômicos do país.

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Segundo o pesquisador, a estratégia de derrubar sites tem efeito limitado porque esbarra na própria facilidade da internet. No início do mês, por exemplo, o governo federal desativou mais de 66 mil sites de bets ilegais. Ataliba e Barbosa apontam, contudo, que esses links são são rapidamente substituídos por sites idênticos, criados no exterior a um custo muito baixo pelas operadoras de bets ilegais.

Do outro lado da tela, os apostadores também furam o bloqueio do governo baixando aplicativos de VPN, que mascaram a conexão e liberam o acesso aos jogos.

Rastrear o caminho do dinheiro será outro problema, avalia o economista. Ao empurrar todo o setor para a clandestinidade, as transações saem do radar dos bancos e do sistema financeiro oficial.

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Os pagamentos passam a ser feitos por meio de moedas virtuais e contas de terceiros, exigindo do Brasil um nível de monitoramento tecnológico avançado.

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