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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Aportes no Banco Master acompanham alta de R$ 1,23 bi no déficit do Rioprevidência 

Buraco nas contas do Rioprevidência atingiu R$ 11,17 bilhões, enquanto fundo aportou bilhões no Banco Master

por Gustavo Silva
Publicado em 03/06/2026 às 02:00
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master (Foto: Divulgação/Banco Master)

O rombo da previdência estadual do Rio de Janeiro aumentou em R$ 1,23 bilhão ao longo do período em que Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores fluminenses, injetou bilhões no Banco Master. Entre outubro de 2023 e outubro de 2025, o deficit da autarquia saltou de R$ 9,94 bilhões para R$ 11,17 bilhões. O buraco nas contas cresceu justamente enquanto a gestão despejava entre R$ 3 bilhões e R$ 3,7 bilhões na instituição financeira, mais que o triplo do montante estimado inicialmente pela PF na Operação Compliance Zero.

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Os dados levantados pela coluna revelam o resultado do balanço fechado de 2025. O Estado do Rio viveu um salto de arrecadação, com a receita líquida batendo R$ 100,55 bilhões, um crescimento de cerca de R$ 8 bilhões em doze meses. Esse fôlego extra do caixa, contudo, acabou anulado. O deficit absoluto da previdência permaneceu travado no topo, consumindo 11,11% de tudo o que o estado arrecadou no ano passado.

Antes de estacionar na casa dos R$ 11,17 bilhões no ano passado, a deterioração fiscal já havia escalado no período anterior. Em 2023, o rombo que exige socorro anual do Tesouro para pagar aposentados e pensionistas equivalia a 11% da Receita Corrente Líquida. Em 2024, o resultado negativo subiu para R$ 11,2 bilhões, alcançando o pico de 12% da receita líquida daquele ano, que havia fechado em R$ 92,76 bilhões.

A estabilização do rombo coincide com o avanço dos aportes no banco, liquidado pelo Banco Central no fim de 2025 após perdas severas. Para contornar limites regulatórios de risco de aplicações diretas, a rota mudou: após os R$ 970 milhões iniciais em Letras Financeiras, a gestão transferiu mais R$ 2,01 bilhões para os fundos estruturados Arena, Texas I e Revolution, controlados pelo mesmo grupo econômico.

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Procurado, o Rioprevidência não retornou até o momento de publicação da reportagem.

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