A resposta da Azul para barrar recursos da Gol e garantir aporte de US$ 100 mi
Azul e American Airlines reagem no no Cade contra investidas da Gol e sustentam que participação minoritária não unifica decisões

A American Airlines e a Azul partiram para o ataque no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra o Grupo Abra, leia-se a controladora da Gol. Protocolaram uma resposta para blindar o negócio e garantir a injeção de US$ 100 milhões na companhia brasileira.
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No documento, as empresas acusam o grupo rival de tentar apenas enrolar e atrasar o andamento do processo, que está sob análise do Cade desde abril deste ano.
O único objetivo comercial da Abra, argumentam Azul e American Airlines, é atrasar a recuperação financeira da concorrente.
O ponto central da defesa é esvaziar o principal medo levantado pela Gol de que a American Airlines passaria a mandar na Azul.
A defesa das companhias explica que a parceira americana terá direito a apenas uma cadeira no Conselho da Azul (até 2028) e outra em um comitê estratégico (até 2029), sem qualquer poder para vetar as decisões da empresa. Ou seja, a American Airlines não terá o controle do negócio, argumentam.
Aliás, a vida de quem tenta travar a transação não está nada fácil.
O Cade barrou nesta semana o recurso do Instituto Brasileiro de Concorrência e Inovação (IBCI). O instituto tentou entrar no processo como terceiro interessado, mas teve seu pedido negado por unanimidade no plenário virtual.
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O presidente interino do órgão, Diogo Thomson de Andrade, rejeitou o recurso por “falta de previsão legal e regimental”.