Sem Michelle, ato ‘patriótico’ de Flávio tem Trump inflável, oração e ataques a Lula e Moraes
Comício conduzido por Flávio Bolsonaro reuniu lideranças da direita, teve bandeiras dos EUA e de Israel, e críticas ao presidente e ao STF

O ato conduzido pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) na tarde de 7 de Setembro foi iniciado com uma oração da bispa Sônia Hernandes, da igreja Renascer em Cristo. Mais uma vez, Michelle Bolsonaro não esteve presente em uma manifestação bolsonarista neste início de campanha do senador.
A manifestação também tinha como intuito protestar contra Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal (STF). O evento ganhou força entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro após as mensagens trocadas por Daniel Vorcaro e o ministro do STF serem reveladas. André Mendonça, que solicitou esclarecimentos sobre o remetente das mensagens à Polícia Federal, foi defendido pelos políticos e pelo público durante o ato.
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O evento também contou com imagens e balões infláveis de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que já foi apontado como referência em diferentes momentos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Os manifestantes também demonstraram apoio ao pai de Flávio Bolsonaro, além de ostentarem cartazes com críticas a Moraes e a Lula (PT), atual presidente e candidato à reeleição.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também foi um dos mais ovacionados durante a manifestação. Entre os líderes da direita presentes na Avenida Paulista estavam o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; André do Prado (PL); Guilherme Derrite (PP) e Gustavo Gayer (PL). Sergio Moro (PL-PR) e Douglas Ruas (PL-RJ) também participaram do ato.
Oração e apoio a Mendonça
Hernandes puxou uma oração ao iniciar a manifestação na Avenida Paulista. “Vamos consagrar para que toda obra das trevas malignas não tenha poder de ocupar cargo de autoridade nenhuma nesse país”, afirmou a líder da igreja Renascer, segundo relato do UOL. Ela e o marido já estiveram presentes em outros atos bolsonaristas, mas é a primeira vez que tiveram uma participação de destaque.
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Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, foi a responsável pelo discurso seguinte. Ela defendeu as ações de André Mendonça no STF e afirmou que o ministro trava uma guerra interna contra Moraes. A economista Daniella Marques, que foi cotada para ser vice na candidatura de Flávio Bolsonaro, também discursou durante o ato logo após Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo.
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Kicis iniciou um coro a favor de Mendonça, mas não obteve o acompanhamento do público. Mesmo com cartazes de apoio ao ministro no ato, a maioria dos presentes pediu por “Fora, Moraes” e “Fora, Lula”. Moraes é relator da ação que condenou Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe contra o Estado em julgamento realizado em 2025.
Silas Malafaia, outro importante nome da direita, fez discurso com ataques a Moraes “Não estou caluniando, estou mostrando fatos que estão na imprensa”, disse o pastor evangélico após chamar o ministro de “ditador de toga”. O líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo apontou ainda que Lula e o PT “não dão uma palavra” sobre o atual conflito envolvendo o STF.
“Não viemos pregar a desmoralização do STF, não vamos cair nesse jogo. Nós precisamos de instituições fortes. Desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República. […] Que Edson Fachin afaste Moraes pelo bem da Suprema Corte”, completou o líder religioso.
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Bomba contra manifestantes
Antes da mobilização na Avenida Paulista, a Polícia Militar usou uma bomba de gás lacrimogênio em intervenção contra um grupo de manifestantes que criticavam o governador Tarcísio ainda durante a manhã desta segunda-feira (7/09).
O confronto entre policiais e manifestantes ocorreu na rua Carlos Comenale, via próxima à Avenida Paulista, antes do início do ato conduzido por Flávio Bolsonaro. De acordo com posicionamento da PM, o grupo, que defendia políticos de esquerda, tentou invadir a Avenida Paulista por um acesso bloqueado.