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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

As criptos querem entrar na eleição presidencial

Setor de criptos prepara ofensiva com sobre regulação e tributação para fugir à mira dos presidenciáveis

por Gustavo Silva
Publicado em 07/05/2026 às 11:00
Imagem ilustrativa das criptomoedas Tether (USDT), Bitcoin e Etherium (Foto de Justin TALLIS / AFP)

As corretoras brasileiras de cripto vão tentar colocar o mercado de criptoativos na pauta da eleição de 2026. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (Abcripto) quer se reunir com candidatos à Presidência, ao Senado e à Câmara para tentar mobilizar as campanhas em torno da agenda econômica do setor. A entidade também quer promover encontros com políticos e aumentar o corpo a corpo com as campanhas. A aposta é repetir no Brasil o que aconteceu nos Estados Unidos, onde cripto entrou na disputa eleitoral que levou Trump de volta à Casa Branca.

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O plano é tirar a conversa do circuito técnico, onde hoje mandam Banco Central, CVM e Ministério da Fazenda, e levá-la para a mesa dos candidatos. Na lista de assuntos, entram regulação, tributação, stablecoins, proteção de clientes e combate a fraudes.

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Há também uma disputa de imagem. O setor quer se afastar da associação automática com pirâmides financeiras, lavagem de dinheiro e crime organizado. O argumento da Abcripto é que empresas reguladas ajudam a reduzir esse tipo de problema. Como mostrou a coluna, a investida vem na mesma fase em que as corretoras correm para se adequar às novas regras do Banco Central.

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