Apple segue na mira do Cade por pagamento por aproximação no iPhone
Investimento do Cade apura se a Apple cria barreiras para concorrentes no sistema iOS

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) prorrogou por 60 dias o inquérito aberto para apurar a Apple no mercado de pagamentos por aproximação no iPhone. A investigação trata da forma como a empresa controla o acesso ao NFC, tecnologia usada em pagamentos por aproximação, dentro do sistema iOS.
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No centro do caso está a suspeita de que a Apple imponha condições que dificultam a entrada de concorrentes e favorecem seus próprios serviços. A autarquia federal quer saber se essas regras criam barreiras para bancos, fintechs e outras empresas que tentam oferecer soluções de pagamento no iPhone.
A Superintendência-Geral do órgão diz que há indícios de possível abuso de posição dominante e de práticas que podem limitar a concorrência. Segundo a nota técnica emitida na última semana, o material é complexo e a investigação exige mais tempo para cruzar as respostas recebidas e as que ainda estavam pendentes.
A apuração foi aberta em abril de 2025 e já reuniu respostas da Apple e pedidos de informação a bancos, bandeiras e empresas de pagamento. Entre os ofícios enviados pelo Cade estão consultas a Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Santander, Bradesco, Mercado Pago, PicPay, RecargaPay, Nubank, PayPal, Visa, Mastercard, American Express, Elo, Febraban, ABIPAG, ABECS e Zetta.
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O caso também levou o Cade a analisar documentos técnicos da própria Apple, como o contrato do programa de desenvolvedores e a documentação do iOS.