O alto custo para Mateus Simões da candidatura de Romeu Zema
Simões segue apoiando Romeu Zema, e colhe prejuízo por distanciamento de Flávio Bolsonaro

A candidatura presidencial de Romeu Zema começa a cobrar um preço de seu principal aliado em Minas Gerais, o governador Mateus Simões (PSD), que tenta se eleger para mais quatro anos no Palácio da Liberdade. Simões assumiu o governo em março, após a renúncia de Zema, e manteve o ex-governador como seu principal aliado político.
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O problema está na montagem dos palanques. Zema liberou candidatos do Novo ao Senado e à Câmara dos Deputados em diferentes estados para apoiar Flávio Bolsonaro, mas, segundo interlocutores envolvidos na campanha mineira, não deu a Simões uma sinalização equivalente. O governador de Minas havia optado por apoiar Zema na disputa presidencial, em vez de Ronaldo Caiado, candidato de seu próprio partido. A chapa de Simões reúne PSD, Novo, Avante e a federação formada por União Brasil e PP.
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Na prática, Simões vê aliados de sua própria coligação se aproximarem da candidatura de Flávio enquanto permanece vinculado à candidatura presidencial de Zema. A avaliação entre integrantes do grupo é que essa assimetria pode enfraquecer o arranjo político construído em Minas desde 2018, quando Zema chegou ao governo, e que tinha em Simões o projeto de continuidade no Palácio da Liberdade.