O alinhamento entre CNI e Flávio Bolsonaro sobre terras raras e EUA
De escudo contra tarifaço a aceno a investidores estrangeiros, as reservas de terras raras viram cartada Flávio e da CNI nos EUA

Nos salões de Washington, o grande capital brasileiro e o bolsonarismo operam em uma coincidência de interesses. O trunfo comum na manga de ambos atende pelo mesmo nome: terras raras.
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elegeu os minerais críticos brasileiros como escudo diante do tarifaço de Donald Trump. Em tratativas conduzidas desde junho nos EUA pelos lobistas Brian Ballard e Hunter Morgen, do escritório Ballard Partners, a entidade colocou na mesa um possível acesso às jazidas nacionais na mesa para tentar frear a sobretaxa de 25% contra os produtos brasileiros.
A tese da CNI ecoa a política pretendida por Flávio Bolsonaro para as terras raras. Como revelou o Amado Mundo, o documento “Prosperity Partnership”, desenhado por André Marinho para um possível governo Flávio, propõe aos EUA exatamente o mesmo balcão de negócios. O memorando cita os insumos como a “solução” definitiva para acabar com a dependência americana da China e projeta o Brasil como “principal fornecedor” do Ocidente.
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Enquanto isso, o governo Lula fará um movimento oposto. Nesta quarta-feira, 16/9, o presidente sancionará a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, de autoria do deputado federal Zé Silva, do União de Minas Gerais. O texto busca enterrar o modelo focado na exportação de matéria-prima bruta e obrigar o país a industrializar suas próprias terras raras.