Guilherme Amado

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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Aliados de Lula veem Michelle apostando no pós-Flávio

Sinais emitidos por Michelle têm sido interpretados pelos adversários como aposta em candidatura naufragada

por João Pedroso de Campos
Publicado em 02/07/2026 às 06:00
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (Fotos: Divulgação/PL; Lula Marques /Agência Brasil)

A escalada da crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro tem sido avaliada por aliados de Lula como uma aposta precoce da ex-primeira-dama em um cenário pós-Flávio.

Dos eloquentes vídeos contra o senador ao compartilhamento de uma postagem sobre as festas de Daniel Vorcaro com políticos, os sinais emitidos por Michelle têm levado os adversários a entenderem que ela espera que a candidatura presidencial do enteado seja dragada pelo escândalo do Master, com novas revelações, e já se posiciona como oposição aberta a ele no bolsonarismo.

O movimento, segundo essa leitura, colocaria Michelle naturalmente como alternativa para 2030, ou, em uma possibilidade mais remota, ainda para este 2026, caso Flávio seja inviabilizado.

As perguntas entre esses lulistas — compartilhadas por muitos bolsonaristas, aliás — giram em torno do quanto o próprio Jair Bolsonaro está comprometido com os movimentos da ex-primeira-dama.

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