A senha que protege a banca de Ricardo Magro e o time por trás da defesa da Refit
Escritório de Ricardo Magro, que atende à Refit, mantém acesso restrito a dados de sua equipe, que conta com ex-servidoras vindas da Secretaria de Fazenda e do Inea

Quem tenta acessar a página da Magro Advogados, banca de Ricardo Magro que defende os interesses da Refit, dá de cara com um bloqueio por senha. Ninguém entra.
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O segredo chama atenção porque o escritório abriga ex-servidoras que ocupavam cargos de comando em órgãos responsáveis por fiscalizar, tributar e licenciar o setor de combustíveis no Rio de Janeiro. A refinaria responde a uma série de processos ambientais e carrega o título de maior devedora inscrita na dívida ativa do Estado.
A banca tem em suas fileiras Denise Pimentel, ex-assessora jurídica da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea); Maria Helena Chianca, que chefiou o gabinete e a gerência de Direito Ambiental do mesmo instituto; e Mariana M. Pessanha Ferrandi, ex-assistente da Corregedoria Tributária de Controle Externo na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ).
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Procurado pela reportagem, o Inea informou que constam procurações de Denise Pimentel e Maria Helena Chianca em processos que tramitam na pasta, ressaltando que as exonerações ocorreram em 2014 e 2020. O órgão e a Secretaria do Ambiente destacaram que seguem o decreto estadual de compliance que mitiga riscos de conflito de interesse.
Já a Sefaz-RJ afirmou que não há registros de atuação de Mariana Ferrandi nas instâncias de julgamento da pasta, acrescentando que o dever de sigilo dos ex-servidores permanece mesmo após o desligamento, sob pena de responsabilização civil e penal.
O escritório Magro Advogados e as três advogadas citadas não retornaram os contatos da coluna. O espaço segue aberto.