A diplomacia ‘influencer’ de Augusto Cury
Candidato Augusto Cury quer transformar embaixadores em criadores de conteúdo e o Itamaraty em central de negócios

Augusto Cury tem um plano, no mínimo, curioso para o Itamaraty caso chegue ao Planalto. Quer aposentar de vez a liturgia protocolar da diplomacia brasileira e transformar as embaixadas em agências de negócios.
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No seu plano de governo, no capítulo batizado de “Embaixadas Empreendedoras”, o candidato propõe que todo o corpo diplomático passe por um banho de loja corporativo. O pacote inclui treinamento obrigatório em inteligência de mercado, branding nacional e prospecção de investimentos.
Mas o que chama mesmo a atenção é a nova função pensada para o alto escalão: a de criador de conteúdo.
Embaixadores, adidos e suas equipes serão capacitados para atuar como “influenciadores institucionais” nas redes sociais, produzindo material constante sobre turismo, inovação e negócios.
Como diz o próprio texto do plano, a ideia não é “banalizar a diplomacia”, mas atualizá-la, já que influência digital agora é “ativo geopolítico”.
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Resta saber como o conservador e tradicional quadro do Itamaraty receberia a missão de bater meta comercial e virar influencer.